Visitantes desde 08 de Fevereiro de 2016

Visitors since February 08, 2016

A reprodução ou publicidade de seu conteúdo são permitidas apenas para finalidade educativa, desde que citada a fonte.

Reproduction or publicity of any of content  are allowed exclusively for educational purposes, with mention about the source .

 

"Crocodilomorfo baurussúquide" / "Baurusuchid crocodylomorphian" (Foto: Felipe A. Elias, 2015)

REDESCOBRINDO UMA BIODIVERSIDADE EXTINTA

rediscovering an extinct biodiversity

Os fósseis constituem o mais importante testemunho que conhecemos da biodiversidade que habitou nosso planeta. Em sua definição clássica podemos incluir todos os restos corporais e vestígios da atividade biológica de espécies extintas, preservadas por meio de processos naturais coletivamente reunidos sob o termo "fossilização". 

Ainda que condições raras e excepcionais possam garantir a preservação integral mesmo dos tecidos mais frágeis (como os pequenos e delicados insetos encapsulados em fragmentos de âmbar, ou os grandes mamíferos encontrados intactos sob o solo congelado dos territórios árticos), o processo de fossilização frequentemente altera a composição química dos restos orgânicos, mantendo apenas suas características morfológicas originais. Embora limitadas, estas feições constituem o principal parâmetro adotado tanto para a identificação das diferentes espécies, como também para estudos sobre seus hábitos alimentares, sociais e reprodutivos. 

Ainda que nosso interesse por estes artefatos da natureza venha sendo cultivado há milhares de anos, podemos dizer que o estudo sistemático dos fósseis tem raízes históricas bastante recentes: o nascimento da Paleontologia como campo de conhecimento e pesquisa deu-se na transição entre o final do séc. XVIII e o início do séc. XIX, em meio ao aparecimento da primeiras sociedades científicas e dos grandes museus de história natural na Europa.  

 

 

 

Fossils are the most important testimony that we have of the biodiversity that inhabited our planet in the past. In our classic definition we can include among them all organic remains and biological activity traces of extinct species, preserved through natural processes collectively grouped under the term "fossilization".
Although rare and exceptional conditions may ensure full preservation of even the most fragile tissues (like the small and delicate insects encapsulated in amber fragments, or the large mammals found intact under the frozen soil from arctic territories), the fossilization process often changes the chemical composition of the organic remains, keeping only their unique morphological characteristics. Although limited, these features constitute the main parameter used both for the identification of different species, as well as for studies on their diet, social and reproductive habits.
Although our interest in these natural artifacts have being cultivated for the last thousands of years, the history of systematic fossils study is fairly recent: Palaeontology was born as a scientific research field, between the end of the 18th century and the beginning of the 19th century, when the first academic societies and natural history museums were emerging in Europe.

A Arqueologia faz parte do conjunto das ciências sociais, e se dedica ao estudo das manifestações culturais e sociedades humanas do passado, por meio de restos e vestígios materiais por elas fabricados, tais como ferramentas, utensílios, peças de arte, vestuário, armas e até mesmo estruturas arquitetônicas.

 

 

Archaeology is a social science dedicated to research the cultural expression and human societies of the past, through remains and traces manufactured by them, such as tools, utensils, pieces of art, clothing, weapons and even architectural structures.

A Paleontologia faz parte do conjunto das ciências naturais, e se dedica ao estudo da vida extinta do planeta, por meio de restos e vestígios fossilizados deixados por antigos organismos.

 

 

Paleontology is a natural science dedicated to research the planet's extinct life, through fossilized remains and traces left by ancient organisms.

O imaginário popular tende a alimentar suas próximas convenções sobre fósseis e os métodos através dos quais podemos estudá-los: por esta razão associações equivocadas com ciências vagamente similares - tais como a Arqueologia - acabam sendo frequentes.

 

The popular imaginary tends to elaborate their own conventions about fossils and the methods by which we can study them: for this reason misconceptions with superficially similar sciences - like Archaeology - use to be frequent.

"Archaeopteryx lithographica" (Foto: Felipe A. Elias, 2015)

"Gravura egípcia" / "Egyptian carving"  (Foto: Felipe A. Elias, 2015)

PARA SABER MAIS  find more about

BENTON, M.J. 2005. Vertebrate Palaeontology (3ed.). Oxford: Blackwell Publishing, 455p.

 

CARVALHO, I.S. (org.). 2010. Paleontologia (3ed.) Vol. 1: Conceitos e Métodos. Rio de Janeiro: Interciência, 734p.

 

CATLING, C. 2013. A Practical Handbook Of Archaeology: A Beginner'S Guide To Unearthing The Past. London: Lorenz Books, 128p.

 

ELDREDGE, N.; ZIMMER, C. 2014. Extinction and Evolution: What Fossils Reveal About the History of Life. Richmond Hill: Firefly Books, 256p.

 

ELIAS, F.A. 2015. Iconografia Paleontológica em Narrativas de Exposições de História Natural. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Universidade de São Paulo, 231p.

 

KELLY, R.L.;THOMAS, D.H. 2012. Archaeology (6ed.). Boston: Wadsworth Publishing, 512p.

 

MCGOWAN, C. 2002. The Dragon Seekers: How an Extraordinary Circle of Fossilists Discovered the Dinosaurs and Paved the Way for Darwin. New York: Basic Books, 272p. 

 

RUDWICK, M.J.S. 1985. The Meaning of Fossils: Episodes in the History of Palaeontology. Chicago: University of Chicago Press, 304p.

 

SHUBIN, N. 2009. Your Inner Fish: A Journey into the 3.5-Billion-Year History of the Human Body. New York: Vintage, 256p.