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TEMPO PROFUNDO

deep time

Com estimados 4,6 bilhões de anos de idade, nosso planeta carrega uma história de profundas transformações em sua atmosfera, condições climáticas, paisagens e biodiversidade. As evidências mais importantes desses acontecimentos podem ser encontradas nas rochas que constituem o chamado "registro geológico". Através dele, cientistas são capazes de mapear essas mudanças e mensurar o tempo transcorrido entre cada uma delas.

Este extenso legado encontra-se atualmente organizado em um sistema cronológico que adota como referência as camadas de sedimentos rochosos - assim como o conteúdo fossilífero nelas contido - e que formam o registro geológico da Terra: escalonado em intervalos de tempo de diferentes magnitudes (éons, eras, períodos, épocas e idades), este sistema é conhecido como Escala do Tempo Geológico, e é padronizado por uma organização científica que reúne pesquisadores do mundo todo: a Comissão Internacional de Estratigrafia.

A escala que conhecemos atualmente começou a ser concebida no início do séc. XIX, e contou com a colaboração de geólogos ingleses, escoceses, italianos e franceses. Até então suas principais divisões refletiam apenas uma sequência de episódios da história do planeta, sem no entanto precisar a extensão  do tempo transcorrida entre eles: a verdadeira magnitude destes intervalos só pode ser calculada com a introdução da datação radiométrica, durante as primeiras décadas do séc. XX. 

 

 

 

About 4.6 billion years in age, our planet carries a story of significant changes in its atmosphere, climate, landscapes and biodiversity. The most important evidence of these events can be found among rocks that compose what we use to call "geological record". Through it, scientists are able to map these changes and measure the time between each one of them.
This extensive legacy is currently organized in a chronological system that adopts by reference the sedimentary rock layers - as well as their fossil content - that form the Earth's geological record: divided in different length intervals (eons, eras, periods, epochs and ages), this system is known as Geological Time Scale and is standardized by a scientific organization that gathers researchers from worldwide: the International Commission on Stratigraphy.
The scale we know today began to be conceived in the early 19th century, with the collaboration of English, Scottish, Italian and French geologists. Until then its main divisions reflected only the sequence of episodes along the planet's history, not specifying the precise duration of them: the real magnitude of these intervals could only be calculated with the introduction of radiometric dating, during the early 20th century. 

 

A Datação Relativa permite aos paleontólogos situar a origem de um fóssil na ordem cronológica do tempo geológico, enquadrando-o em seus respectivos períodos - sem, contudo, precisar sua idade em unidade de tempo (milhões de anos). Para isto são levados em consideração a sequência de camadas de rocha sedimentar a partir das quais a amostra foi coletada, assim como seu conteúdo paleontológico - fósseis podem auxiliar na identificação de camadas de sedimentos e, por esta razão, podem ser úteis também na datação de outros fósseis.  

 

 

Relative Dating allows paleontologists to locate the origin of a fossil in the chronological sequence of the geological scale, fitting it in a particular period - without, however, specify its age in millions of years. The sequence of sedimentary rocks from which the sample was collected must be taken into account, as well as their paleontological content - fossils can be used for identification of layers and, therefore, are useful for other fossils dating.

A Datação Absoluta permite aos paleontólogos obter a idade de um fóssil em unidade de tempo (milhões de anos) a partir de métodos radiométricos de análise. Para tanto são necessárias amostras de rochas contendo elementos radioativos, tais como o urânio, o potássio e o argônio - que ocorrem naturalmente associados a certos tipos de minerais. A porcentagem destes elementos encontrada nas amostras de rocha indica -  com boa margem de precisão - a idade dos sedimentos analisados e, consequentemente, dos fósseis neles contidos. 

 

 

Absolute Dating allows paleontologists to obtain the precise age of a fossil in millions of years, using radiometric methods of analysis. For this approach rock samples containing radioactive elements such as uranium, potassium and argon - that naturally occur associated with certain minerals - are needed. The percentage of these elements found in rock samples indicates - with high accuracy - the age of the analyzed sediments and, consequently, their fossils.

A idade dos fósseis é de modo geral calculada a partir da datação dos sedimentos nos quais costumam ser encontrados. Há duas abordagens possíveis para esta finalidade: a datação relativa e a absoluta. Ambas podem, inclusive, ser combinadas para uma mesma amostra, de modo a garantir maior acurácia dos resultados.  

 

 

The age of fossils is usually calculated by dating the sediments in which they use to be found. Two main approaches are often used for this purpose: the relative and the absolute dating; both can be combinated for the same sample, to ensure more accuracy of the results.

PARA SABER MAIS  find more about

BENTON, M. J. 1998. The quality of the fossil record of vertebrates. In: Donovan, S.K.; Paul, C.R.C. (orgs.) The adequacy of the fossil record. New York: Wiley, p.269-303.

 

BENTON, M.J. 2005. Vertebrate Palaeontology (3ed.). Oxford: Blackwell Publishing, 455p.

 

CARVALHO, I.S. (org.). 2010. Paleontologia (3ed.) Vol. 1: Conceitos e Métodos. Rio de Janeiro: Interciência, 734p.

 

ELDREDGE, N.; ZIMMER, C. 2014. Extinction and Evolution: What Fossils Reveal About the History of Life. Richmond Hill: Firefly Books, 256p.

 

GROTZINGER, J.; JORDAN, T. 2013. Para entender a terra (6ed.). Porto Alegre: Bookman, 768p.

 

INTERNATIONAL COMISSION ON STRATIGRAPHY. 2015. International Chronostratigraphic Chart. Long Beach: ICS.

 

TUCKER, M.E. 2014. Rochas sedimentares: guia geológico de campo (4ed.). Porto Alegre: Bookman, 336p.

 

SUGUIO, K. 2003. Geologia Sedimentar. São Paulo: Blucher, 416p.